Com Francinalda Ramos - francinaldaramos@gmail.com
Deus é Trindade, é comunhão de vida, é família, "Deus é amor" (1 Jo 4, 8). O conceito de família e de comunhão é essencial para se compreender a vida cristã, sempre partindo de Deus como Trindade, como família, como sociedade e como comunhão de amor e conhecimento para entender a vida de família na Igreja.
A "comunhão fraterna" (koinonia) é a união espiritual dos crentes baseada na mesma fé e no mesmo projeto de vida. A primeira comunidade cristã tinha consciência de estar coadunada pelo Espírito do Senhor, que fazia deles "um só coração e uma só alma" (At 4,32).
Portanto, a comunidade cristã só tem sentido quando for retrato vivo da comunhão fraterna, isto é, da caridade teologal. Valorizando cada pessoa na sua dignidade original, feita à imagem e semelhança de Deus, mais facilmente se chega a essa intercomunhão tão almejada. Então, os bens materiais são espontânea e generosamente postos à disposição da comunhão espiritual, fazendo com que desapareçam as discriminações, ninguém passe necessidade e não haja no seio de nossas comunidades indigente algum. "Quem recolheu muito não teve de sobra e quem recolheu pouco não teve falta" (2 Cor 8, 15). A comunhão com Cristo leva necessariamente à prática da partilha, do dízimo e da solidariedade fraterna.
Sempre me impressionou o que dizia São Basílio de Cesaréia: "O pão que você guarda para você pertence ao faminto. Ao homem sem roupa pertence o manto que está fechado em seu baú. Ao que caminha descalço pertencem os sapatos que estão mofando em sua casa. Do pobre é o dinheiro que você mantém enterrado. É assim que você oprime tantas pessoas a quem poderia ajudar".
Compartilhando nossa vida, compartilharemos também nossa missão evangelizadora e apostólica. Seremos verdadeiros discípulos(as) e missionários(as) de Jesus Cristo. |